O índice dos gerentes de compra (PMI, na sigla em inglês) consolidado do Brasil, que reúne os dados da indústria e do setor de serviços, caiu de 49,7 pontos em maio para 47,0 pontos em junho, conforme divulgou nesta quarta-feira, 4, a IHS Markit. O resultado representa a redução mais acentuada da atividade do setor privado em 16 meses e foi atribuído ao impacto da greve dos caminhoneiros. No mesmo período, o PMI de serviços recuou de 49,5 pontos para 47,0 pontos.

O indicador da indústria, publicado na segunda-feira, 2, apontou queda de 50,7 para 49,8 no segmento – indicando contração da atividade (abaixo do nível de 50 pontos) pela primeira vez desde março de 2017.

A queda em serviços foi a mais acentuada desde novembro de 2017, segundo a IHS Markit, que citou como justificativas para a perda de força do setor a fraca demanda, a greve dos caminhoneiros e as incertezas do mercado. O subsetor mais afetado foi o de Transportes, enquanto Finanças foi o único a registrar expansão, diz a empresa, em nota.

“O setor privado já frágil do Brasil suportou um mês difícil em junho, quando a greve dos caminhoneiros atingiu pesadamente a economia”, afirma Pollyanna de Lima, economista da IHS Markit. As interrupções de atividade geradas pela paralisação levaram os serviços ainda mais para baixo dentro do campo da contração, enquanto, na indústria, a sequência de 15 meses de melhora da produção chegou ao fim, emenda.

Na nota, a economista destaca impacto na inflação e diz que as pressões de custo foram registradas principalmente na indústria de transformação. “Para o mercado de trabalho, o resultado final foi um quadragésimo declínio sucessivo do emprego no setor privado”, completa.

Estadão Conteúdo

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