Perfil: Wesley Aguiar tem 42 anos de idade, é natural de Manaus-AM, católico, casado, pai de 01 filho, Bacharel em Direito pela Faculdade de Direito da UFAM, e exerce o cargo de Delegado da Polícia Federal desde o ano de 2003.

OLM: Por que decidiu entrar na política, já que a classe política do país está desacreditada?

WA: Porque isso é um projeto nacional da nossa Associação Nacional dos Delegados da Polícia Federal-ADPF, que no fim do ano passado decidiu em Assembleia Geral em Brasília que iria lançar e apoiar delegados federais no Brasil todo para serem uma opção de renovação com qualidade para o Parlamento.

OLM: Foi uma decisão pessoal fácil, ou teve a inspiração de alguém?

WA: Não foi uma decisão fácil, até porque as pessoas me falam que eu sou mais respeitado como Delegado Federal do que se eu for político (rsrs) Mas é justamente por essa visão que as pessoas de bem, os bons profissionais de todas as áreas, tem que entrar na politica, pois a política é uma coisa boa. Os maus políticos é que estragam o conceito histórico do que é a Política (com p maíusculo mesmo) e isso é perigoso para as novas gerações de brasileiros.

Minhas inspiraçoes são Leonel Brizola e o Senador Jefferson Peres. Este ultimo foi do meu partido e até hoje, após 10 anos de sua morte, ele ainda é um dos políticos mais lembrados como ícone do Senado da República, e não só por amazonenses, mas por todos os brasileiros.

A gente costuma falar no partido que “Jefferson Peres vive!”.

OLM: O senhor falou de partido político. Como foi essa escolha?

WA: Até certo ponto foi fácil a escolha pelo PDT – partido democrático trabalhista. A escolha mais difícil mesmo foi a de entrar na política. O governador Amazonino Mendes tomou conhecimento do nosso projeto nacional e me chamou para uma conversa. Tenho no PDT também uma referencia politica que é o Stones Machado, um dos fundadores do partido no Amazonas.

Entao, somado ao fato de o PDT não ter nenhum politico envolvido na Operaçao Lava Jato, e que o governador Amazonino é ficha limpa e nunca foi alvo de operações da Policia Federal, fiquei muito a vontade para ingressar nas fileiras do partido e estar no palanque do PDT nesta campanha eleitoral.

Por exemplo, em outros Estados eu teria dificuldade em aceitar o convite de alguns Governadores que estão sendo investigados pela Polícia Federal. Todos nós Delegados Federais pre-candidatos tivemos esse cuidado e fizemos uma filtragem técnica.

OLM: Por que o Senado, e não um cargo de Deputado?

WA: Ótima pergunta. É uma questão de necessidade, e explico. Sem qualquer vaidade pessoal, mas o Amazonas necessita renovar sua representação no Senado Federal, pois percebo que os amazonenses não estão satisfeitos com seus representantes no Congresso, e em especial no Senado.

Não sou o salvador da pátria e nem melhor do que os outros, mas a ADPF identificou no meu nome um enorme potencial nessa pre-candidatura e com competitividade, caso seja aprovado em convenções partidárias.

Mas eu seria com muita honra candidato a Vereador se fosse o caso, pois para mim o cargo de Vereador é o mais importante para a comunidade.

OLM: Como serão as candidaturas no restante do Brasil?

WA: Bem, para o Senado Federal somos eu no Amazonas e o deputado federal de 2 mandatos Fernando Franchiscinni no Paraná. Para a Camara dos Deputados temos a maioria dos colegas se colocando como pre-candidatos. E também há colegas para as Assembleias Legislativas. O nosso foco é o Parlamento, onde as mudanças devem ocorrer.

OLM: No último dia 12 deste mês houve um encontro dos senhores na Terras da Lava-Jato. Como foi o evento?

WA: Nossa Associacao Nacional dos Delegados Federais-ADPF lançou a campanha nacional “O brasileiro tem sede de mudança” e chamou os delegados federais pre-candidatos do país todo. Somo dezenas de colegas, e teremos a quantidade exata após as convenções partidárias.

Foi um evento maravilhoso, em Curitiba, na terra da Lava-Jato, pois nossa bandeira principal é a defesa da Operaçao Lava-Jato e o combate a corrupção, que é a nossa vocação na Polícia Federal.

O vídeo dessa campanha já é um sucesso em todo o Brasil.

OLM: Então, caso eleitos, os senhores serão da bancada da Lava-Jato?

WA:   Com certeza sim. Aliás, nossas bandeiras nessa pre-campanha são: a. aperfeiçoamento das leis de combate a corrupção; b. fim do foro privilegiado como instrumento de combate a impunidade dos maus políticos e maus gestores; c. aprimoramento nas ações de segurança pública, em especial contra o narcotráfico internacional de drogas; e d. fortalecimento das instituições de combate a corrupção e de controle.

OLM: Qual seu recado final á sociedade amazonense?

WA: Que as pessoas se envolvam mais nesse processo eleitoral 2018, pois teremos o pleito mais importante  no país desde 1989. Será um divisor de águas no Estado Brasileiro. É a primeira eleição após a consolidação da operação Lava-Jato, pois em 2014 ninguém tinha ideia do que estava por acontecer e ser desvendado pela Polícia Federal. O resultado das urnas não absolve o político corrupto. É preciso que a população analise o histórico de vida pessoal e profissional do pre-candidato e seus trabalhos já realizados na vida pública ou na iniciativa privada.

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