Santa Fé do Sul e Uchoa, ambas no Estado de São Paulo, lideram o ranking nacional que avalia o saneamento básico em cidades brasileiras com mais de 100 mil habitantes. O município de Novo Repartimento (PA) teve o pior desempenho. Entre as capitais, Curitiba (PR) teve o índice mais alto e Porto Velho (RR), o mais baixo.

O resultado será divulgado nesta quarta-feira, 13, pela Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental (Abes), que avaliou 1.894 municípios. Entraram na análise as cidades que informaram no Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS) dados de 2016 a respeito de cinco indicadores: abastecimento de água, coleta de esgoto, tratamento de esgoto, coleta de resíduos sólidos e destinação adequada de resíduos sólidos.

Para o presidente da Abes, Roberval Tavares de Souza, um dos principais alertas do ranking é a falta de informações. “Muitas vezes, os próprios municípios não têm capacitação técnica para informar.”

Responsáveis pelo saneamento básico, os municípios costumam conceder para órgãos estaduais o tratamento de água e esgoto, que por sua vez se valem de recursos federais. Em 2013, o governo elaborou o Plano Nacional de Saneamento Básico (Plansab), cujo objetivo é garantir que 100% do território nacional seja abastecido por água potável até 2023 e 92% dos esgotos estejam tratados até 2033.

Na sua segunda edição, o ranking da Abes analisou municípios de pequeno, médio e grande porte. Pesou no resultado a relação entre internações por saúde e saneamento.

Os municípios foram classificados em quatro categorias de acordo com a pontuação total (de até 500 pontos) obtida pela soma do desempenho de cada indicador: rumo à universalização (acima de 489), compromisso com a universalização (de 450 a 489), empenho para a universalização (de 200 a 449) e primeiros passos para a universalização (abaixo de 200).

A maior parte das capitais está na categoria empenho para a universalização (70,4%). Santa Fé do Sul e Uchoa atingiram a pontuação máxima e são dois dos 80 municípios classificados na categoria rumo à universalização. Entre os de grande porte são apenas 29 municípios, todos no Sudeste e Sul.

As regiões Norte e Nordeste mantiveram-se estagnadas. “A população cresce, mas não aumenta o nível de infra estrutura para as pessoas. Isso é fruto da política do governo de não priorizar saneamento básico no País”, afirma Souza.

Em relação ao abastecimento de água, apenas 59 municípios atingiram a pontuação máxima. Na coleta de esgoto, foram somente 30 com a nota mais alta, dos quais 25 estão no Sudeste – 23 no Estado de São Paulo. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Estadão Conteúdo

(Visited 3 times, 1 visits today)