A questão Jerusalém/Israel tem tomado espaço na mídia mundial por décadas, e nesses últimos dias o assunto tem se intensificado devido ao anúncio do atual Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em transferir a Embaixada Americana de Tel Aviv para Jerusalém, desde então, as especulações sobre as profecias bíblicas têm tomado espaços cada vez maiores na mídia nacional e internacional.

Às vezes nos perguntamos quais as razões e as circunstâncias que justificam tamanho interesse pelo assunto, ao ponto de a ONU/UNESCO dedicar um terço de suas deliberações à questão. Jerusalém possui hoje uma população aproximada de 700 mil habitantes, que, por diversos períodos históricos passou a ser uma das cidades mais disputadas do planeta. Nos últimos quatro mil anos, houve, pelo menos, 118 conflitos. Ela foi 3 vezes destruída, 23 vezes sitiada, 52 vezes atacada e 44 vezes capturada e recapturada por várias tribos e exércitos. Desde 1967, quando o exército de Israel venceu a guerra dos seis dias, Jerusalém pertence aos judeus. Jerusalém é a cidade mais cobiçada do mundo, graças à sua importância histórica, política e religiosa. Ao longo de seus mais de 4000 anos de existência, já foi chamada por vários nomes, dos quais destaco alguns: Monte Santo, Monte Moriá, Jerusalém, Jebus, Cidade de Davi, Monte Sião, Cidade do Altíssimo, Cidade do Grande Rei, Cidade Santa, Cidade Eterna, Capital Eterna, Capital de Israel.

Antes de ser conquistada pelos israelitas, Salém era uma cidade habitada pelos Jebuseus que a chamavam de Jebus. Assim, os israelitas se referiam a eles como “Jebus de Salém”, e a cidade veio a ser chamada posteriormente, Jerusalém (Josué 15:63; 18:28; I Crônicas 11: 4). Jerusalém foi edificada em cima do Monte Moriá, o mesmo monte onde o patriarca Abraão, quase sacrificou seu filho Isaque por ordem do próprio Deus, conforme Gênesis 22:2, “Então disse Deus: Tome seu filho, seu único filho, Isaque, a quem você ama, e vá para a região de Moriá. Sacrifique-o ali como holocausto num dos montes que lhe indicarei”. Por quase 2000 anos, os judeus ficaram sem pátria, e, em 14 de maio de 1948, Israel foi declarada Nação pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas – ONU. Cumprindo-se assim uma profecia de Isaías que diz: “Quem jamais ouviu tal coisa? Quem viu coisas semelhantes? Poder-se-ia fazer nascer uma terra num só dia? Nasceria uma nação de uma só vez? Mas Sião esteve de parto e já deu à luz seus filhos” Is 66:8. O breve resumo histórico da Cidade de Jerusalém e suas origens nos possibilita uma melhor compreensão dos acontecimentos atuais, pois, Jerusalém será um estopim para uma guerra sem precedente na história da humanidade.

O nome “Falastin” que os árabes usam atualmente para “Palestina”, nem sequer é uma palavra árabe, mas sim hebraica — Peleshet (raiz Pelesh), que significa divisor, invasor. O uso do termo “Palestino” para se referir a um grupo étnico árabe é uma criação geopolítica moderna, sem qualquer fundamentação acadêmica e histórica. Os chamados Palestinos são, na verdade, os Filisteus, eles eram um povo do mediterrâneo com origem na Ásia Menor e na Grécia. Eles chegaram à costa Israelense em várias caravanas. Um grupo chegou no período pré-patriarcal, estabelecendo-se em Beer Sheva, entrando em conflito com Abraão, Isaque e Ismael. Outro grupo, vindo da ilha de Creta após uma frustrada tentativa de invasão do Egito (1194 a.C.), se estabeleceu na área costeira de Israel. Lá eles fundaram cinco assentamentos: Gaza, Ashkelon, Ashdod, Ekron e Gat.

Os judeus sofrem com o anti-semitismo há 3000 anos, essa palavra anti-semitismo, tem origem em um dos filhos de Noé que se chamava Sem, e foi de sua descendência que nasceu o patriarca Abraão, esse por sua vez, teve um filho com a governanta Hagar que se chamou Ismael, que deu origem a nação árabe, depois teve outro filho em sua velhice, chamado Isaque, que deu origem a Nação de Israel. Portanto, Jerusalém, não pertence aos Árabes, ou aos palestinos, mas sim aos judeus por promessa do próprio Deus de Israel.

JOSÉ DE ARIMATEIA MOREIRA VIANA

Formado em administração (UNIP) e teologia (Faculdade Boas Novas).
Escritor e colunista do jornal diário do Amazonas.

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