O secretário de Previdência do Ministério da Fazenda, Marcelo Caetano, afirmou, em entrevista à NBR, que se a reforma da Previdência não for aprovada agora no começo do ano, será inevitável esse debate na eleição presidencial. “Não vai ter como fugir do tema na eleição”, reforça.

Além disso, o secretário voltou a afirmar que, se a reforma não for aprovada agora, será necessária uma mudança mais ampla e forte à frente. Segundo ele, o governo está propondo uma reforma preventiva, que garante o pagamento das aposentadorias já existentes e também os direitos adquiridos. “Prevenir é melhor que remediar”, repetiu diversas vezes.

Caetano esclareceu dúvidas de jornalistas de rádios regionais. Ele afirmou que, após ser aprovada a reforma, os Estados terão o prazo de 180 dias para adequar as regras ao seus funcionários públicos. Fora isso, a reforma não propõe diferenciações regionais, ressaltou ele.

“Um dos grandes objetivos da reforma é dar tratamento igualitário entre os servidores e os trabalhadores do setor privado”, afirmou. “Há apenas uma diferenciação para proteger a população mais carente. O piso previdenciário do salário mínimo está mantido”, completou, citando também a manutenção das regras do Benefício da Prestação Continuada (BPC) e da aposentadoria rural.

O assessor especial da Casa Civil Bruno Bianco também participou da entrevista. Ele refutou a ideia de que aposentadoria por idade mínima prejudica os mais pobres. Segundo ele, as pessoas de classe mais baixa já se aposentam por idade, então o objetivo da reforma é igualar as regras para os mais pobres e os mais ricos.

Estadão Conteúdo

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