Pela primeira vez desde 2011, contando Jogos Olímpicos e Mundiais, o britânico Mo Farah não ganhou uma prova em que disputou. Neste sábado, em sua casa, no estádio Olímpico, em Londres, viu o etíope Muktar Edris vencer a prova dos 5.000 metros com o tempo de 13min32s79. O ídolo inglês teve correr bastante nos metros finais e se contentar com a medalha de prata com a marca de 13min33s22.

Esta foi a segunda medalha dele e da Grã-Bretanha neste Mundial. No último sábado, ele havia vencido a prova dos 10 mil metros e feito muita festa com sua família na pista. A última vez que Mo Farah não levou o ouro foi no Mundial de Daegu, na Coreia do Sul, em 2011, nos 10 mil metros. Depois disso, foram oito vitórias em Mundiais e nas Olimpíadas de Londres-2012 e Rio-2016.

No mesmo dia da despedida do jamaicano Usain Bolt, Mo Farah provavelmente fez a sua última prova de pista em um Mundial. Nesta temporada, o britânico ainda disputará uma etapa da Diamond League e depois migrará para as provas de rua. Para ter maior longevidade no esporte, se tornará maratonista.

Quem deu a volta por cima neste sábado foi a australiana Sally Pearson ao vencer os 100 metros com barreiras. Esta mesma prova ela ganhou também nos Jogos de Londres-2012 no mesmo estádio Olímpico. No Rio-2016, não pôde participar por causa de uma contusão.

A segunda colocação nos 100 metros com barreiras ficou com a norte-americana Dawn Harper, que estabeleceu a marca de 12s63, a melhor na temporada. O bronze ficou com a alemã Pamela Dutkiewicz, com 12s72. Outra competidora dos Estados Unidos, Kendra Harrison, recordista mundial da prova, ficou fora do pódio – na quarta colocação com 12s74.

SEM HINO – O estádio Olímpico terá neste domingo a primeira cerimônia de pódio sem a execução de um hino nacional. Será na prova do salto em altura feminino, que teve a vitória da russa Maria Lasitskene com a marca de 2,03 metros. A prata ficou com a polonesa Kamila Licwinko e o bronze com a ucraniana Yulia Levchenko.

Com a Rússia suspensa das competições internacionais de atletismo por causa de um escândalo de doping, 19 atletas estão competindo em Londres como “Atleta Neutro Autorizado” (ANA). O país está vetado dos eventos organizados sob a chancela da IAAF desde novembro de 2015.

Estadão Conteúdo

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