Mesmo com a chapa eleitoral indeferida pelo Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM), Liliane Araújo (PPS) conquistou o quinto lugar na disputa da eleição suplementar com 63.989 mil votos no Estado.

O resultado demonstra um crescimento político da jornalista nos últimos anos, que pode servir de trampolim para ela concorrer como deputada estadual ou até mesmo ao cargo majoritário nas eleições de 2018.

Liliane desbancou políticos conhecidos do Estado, como: Luiz Castro (39.237 votos), Wilker Barreto (22.623) e Marcelo Serafim (18.876), que ficaram no 5º, 6º e 7º lugares, respectivamente.

A candidata do PPS obteve 2.339 votos nas eleições de 2016, quando concorreu ao cargo de vereadora, e conquistou 6.243 votos dois anos antes, quando tentou uma vaga como deputada estadual. Segundo ela, o resultado deste ano, demonstra um crescimento que deverá ser avaliado para decidir quais são os seus próximos projetos políticos.

“Acho que esse resultado foi maravilhoso, principalmente, para quem não teve o apoio da máquina pública e de outros partidos. Os recursos eram escassos, mas a gente plantou a esperança de mudança. Trabalhamos com a verdade, com propostas, nós não vendemos fantasias”, relatou.

Questionada sobre o seu apoio no segundo turno, a candidata desconversou e disse que a decisão não depende dela, mas cabe ao partido.

“Não posso adiantar nada antes de falar com o partido. Sou uma militante como qualquer outro, temos que ter uma votação para decidir o que será feito. Eu não posso decidir isso sozinha, mas acredito que ninguém transfere voto para ninguém. A gente tem que estudar bem o cenário. O que eu não quero é ferir a confiança do eleitor que acredita na mudança. Apoiar alguém nesse momento pode influenciar em projetos políticos futuros”, confessou.

Manipulação

Segundo Liliane, apesar de muitas mudanças nas regras das eleições, ela acredita que as campanhas dos candidatos ainda são coordenadas, na sua maioria, por manipulação.

“A gente sabe que apesar das mudanças, muita coisa ainda não mudou. Ainda tentam manipular a eleição, isso é uma questão enraizada, de educação. É um grupo que tá se reversando no poder há muito tempo e conforme a conveniência. Eles têm a mania de manipular quando surge alguém com um projeto ousado, novo, diferenciado. Um candidato que não joga o mesmo jogo. E aí acontece o que aconteceu com a minha campanha. Meu sonho é ver a política totalmente diferente do que é hoje. A população está descrente e com nojo por conta de tanta sujeira. Nem todo mundo é igual, eu não respondo a processo nenhum. Fizeram muitas manobras políticas para tentar me tirar. Se não fosse isso, acredito que o resultado teria sido muito melhor”, relatou.

Candidatura em risco

Há cerca de um mês, a jornalista teve o registro de sua chapa eleitoral indeferida pelo TRE-AM. Segundo o judiciário, a candidata não estava filiada ao PPS, pelo qual concorria. Apesar de haver recorrido à decisão, o Tribunal manteve o indeferimento da candidatura. O número e nome de Liliane Araújo constaram nas urnas eletrônicas, mas, se fosse eleita, eles não seriam válidos até uma decisão final do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Segundo Turno

A probabilidade é que Liliane Araújo apoiará Eduardo Braga no 2° turno. Já no 1° turno, rumores nas redes sociais indicavam uma “aliança” de Braga com Liliane para atacar Rebecca Garcia que ameaçava ir para o 2° turno com Amazonino Mendes, deixando Braga em terceiro lugar no pleito, mas a candidata tratou de desmentir a história divulgou uma nota.

Se houver união entre Liliane e Braga para o 2° turno, a população ficará com a impressão que de fato havia um “acordo” entre os dois e Liliane poderá perder seu eleitorado que acreditou em sua nota.

Vamos aguardar ……

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