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Exibição a ser inaugurada na próxima terça-feira (25), no Sumaúma Park Shopping, vai reunir 14 obras do saudoso artista plástico e escritor amazonense, falecido há um ano.

Paisagens ribeirinhas, recortes urbanos e cenas da vida cotidiana na capital e no interior do Amazonas compõem o “Panorama da Arte de Moacir Andrade”, exposição que inaugura nesta terça-feira (25), às 10h, na Sala Coletiva das Artes, no Sumaúma Park Shopping, Cidade Nova. Realização do Governo do Amazonas, por meio da Secretaria de Estado de Cultura, em parceria com o centro de compras da Zona Norte de Manaus, a mostra em homenagem ao saudoso artista plástico e escritor amazonense segue em cartaz até 24 de setembro.

A Sala Coletiva das Artes fica aberta para visitação no mesmo horário de funcionamento do Sumaúma Park Shopping – das 10h às 22h, de segunda à sábado, e das 15h às 21h, aos domingos e feriados.

“Panorama da Arte de Moacir de Andrade” reúne uma amostra da longa e intensa trajetória do artista amazonense, que se destacou pelo olhar diferenciado sobre a paisagem amazônica. Com curadoria de Sergio Cardoso, a exibição reúne 14 obras pertencentes ao acervo da Pinacoteca do Estado, produzidas em técnicas de acrílico, guache e aquarela sobre tela, com ou sem textura. As peças, das décadas de 1940 e 1950, dividem-se em temas como a vida urbana de Manaus, personagens, profissões, arquitetura, barcos e festas.

“Moacir de Andrade foi um dos artistas mais expressivos do Amazonas, senão o mais expressivo. Não apenas ajudou a divulgar pelo mundo as paisagens e o dia a dia da Amazônia, com seus traços e cores singulares, como trabalhou ativamente para colocar a identidade amazônica em pauta na produção artística local, contribuindo para formar gerações de artistas no Amazonas, à frente do Clube da Madrugada e da Pinacoteca do Estado”, afirma o secretário de Cultura, Robério Braga.

Artista em longa – Além das pinturas e gravuras, a mostra na Coletiva das Artes contará com a exibição de um dos filmes da série Memória Oral, no qual Moacir de Andrade “fala” com o público. Coordenado pela Secretaria de Cultura, o longa-metragem de cerca de 70 minutos foi gravado com o próprio artista, entre 2008 e 2016, e tem direção, fotografia, roteiro e pesquisa de Sergio Cardoso. Para o curador, a exibição vai reviver o gênio artístico de um dos grandes nomes da arte no Amazonas. “Moacir vai estar vivo durante a exposição!”, declara.

Amigo pessoal do falecido artista plástico, Cardoso faz questão de ressaltar a intimidade que os dois tinham, dentro e fora do ambiente profissional. “Sempre tivemos um relacionamento cordial, e eu sempre o respeitei muito. Afinal, foi o Moacir quem colocou os quadros do cenário amazônico dentro das casas da classe alta e dos espaços de poder na sociedade. Por causa disso, tudo o que ele fez nos últimos tempos, eu tive o prazer de realizar”, contou.

Trajetória – Nascido Moacir Couto de Andrade, em Manaus, em 1927, foi professor, escritor, artista plástico emérito, historiador e poeta. Fundou a Academia Amazonense de Poesia, a Academia de História e a Pinacoteca do Estado, da qual também foi diretor. Dirigiu também o Teatro Amazonas, o Museu de Numismática, a Fundação Cultural do Amazonas e o Clube da Madrugada.

Moacir de Andrade foi membro titular do Instituto Histórico e Geográfico do Amazonas (IGHA), da União Brasileira dos Escritores, da Associação dos Escritores do Amazonas e Instituto Brasileiro de Antropologia do Amazonas. Entre centenas de prêmios, comendas e outras honrarias que recebeu ao redor do mundo, está o título de Maior Pintor de Paisagens Tropicais do Mundo, dado a ele em Paris, por ocasião do centenário da Queda da Bastilha.

Como artista plástico, Andrade construiu uma trajetória artística sólida e bem sucedida, com mais de 10 mil telas pintadas, distribuídas em mais de 70 países. O amazonense tornou público o ato de pintar, ao promover, durante mais de dez anos, aulas gratuitas de desenho e pintura para quem quisesse participar, aos sábados, em torno do coreto da atual Praça Heliodoro Balbi, antiga Praça da Polícia.

O artista faleceu no dia 27 de junho de 2016, após complicações decorrentes de uma cirurgia.

Para mais informações sobre essas e outras ações, projetos e atividades desenvolvidas pela Secretaria de Estado de Cultura, acesse o Portal da Cultura (www.cultura.am.gov.br). Confira também os perfis do órgão nas redes sociais Facebook (facebook.com/culturadoamazonas), Twitter (@SEC_Amazonas) e Instagram (@secretariaculturaamazonas).

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