Cinco ex-presidentes latino-americanos chegaram neste sábado à Venezuela para participar como observadores de um plebiscito simbólico neste domingo para saber quantos venezuelanos rejeitam e quantos aprovam o presidente Nicolás Maduro reescrever a Constituição.

O plebiscito procura boicotar a iniciativa constitucional em 30 de julho que vai escolher o membros da assembleia que deverão reescrever a Constituição.

O ex-presidente do México Vicente Fox disse que seu país era “uma ditadura perfeita nos anos 70”, referindo-se aos governos do partido Revolucionário Institucional. Ele acrescentou que a Venezuela “está em uma ditadura há 16 anos, o que não pode continuar”.

O ex-presidente colombiano Andrés Pastrana disse a repórteres que os ex-mandatários solicitaram uma audiência com o presidente Maduro, mas eles ainda não obtiveram resposta.

“A coisa mais importante é que as pessoas saiam de suas casas e votem”, disse Pastrana no Aeroporto Internacional Simón Bolívar. Também vieram os ex-presidentes da Bolívia Jorge Quiroga e Miguel Rodríguez e Laura Chinchilla, da Costa Rica. Os ex-presidentes ficarão na Venezuela até terça-feira.

A coalizão de oposição criou cerca de 2.000 locais de votação, a maioria em praças, chamados de “pontos soberanos”, onde irão instalar 14.300 assembleias de voto neste domingo, com início às 7 da manhã e término às 16h (horário local). Em mais de 800 cidades no exterior, os venezuelanos também estarão habilitados a votar.

A consulta, que não tem o aval das autoridades eleitorais, incidirá sobre três questões: se deve ou não rejeitar a Assembleia Constituinte; se aprovam ou não a renovação dos poderes públicos e da criação de um governo de unidade nacional para restaurar a Constituição, e se apoiam ou não as forças armadas e autoridades que tenham respaldo da carta magna e suas ações na Assembleia Nacional.

Os opositores estimam que cerca de 50 mil pessoas devem participar do evento eleitoral. Para a consulta foram impressos cerca de 14 milhões de votos, de acordo com estimativas dos organizadores.

Maduro avança sua iniciativa de reformar a Constituição em meio a um aumento da tensão política gerada pelos protestos quase diários que já deixaram pelo menos 93 mortos, 1.500 feridos e mais de 500 presos. Fonte: Associated Press

Estadão Conteúdo

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