Uber: faxina interna da empresa já causou a demissão de 20 pessoas (Brendan McDermid/Reuters)

Presidente da Ásia-Pacífico foi dispensado porque teria obtido de forma ilegal os registros médicos de uma mulher estuprada por um motorista em 2014.

Depois de demitir 20 funcionários após uma investigação de alegações de assédio sexual feitas por clientes, o Uber anunciou hoje a demissão de um alto executivo da companhia.

Eric Alexander, presidente de negócios do Uber na Ásia-Pacífico, foi dispensado porque teria obtido de forma irregular os registros médicos de uma mulher estuprada por um motorista na Índia, em 2014.

O caso de estupro causou indignação generalizada no país contra a companhia e foi repercutido no mundo todo, como um dos fatos marcantes contra a reputação da empresa.

Na época, as autoridades de Nova Deli, onde o crime aconteceu, proibiram o uso do aplicativo na capital sob a alegação de falta de segurança, já que a empresa dizia não haver regra definida para checagem de antecedentes criminais de motoristas na Índia.

O motorista acusado de estupro havia sido preso pelo mesmo motivo três anos antes. Em 2015 ele foi acusado pelo crime contra a passageira do Uber, que também processou a empresa de aplicativo.

A demissão de Alexander faz parte de uma série de ações da empresa para combater comportamentos impróprios dentro de sua estrutura interna e está sendo feito com a ajuda do escritório de advocacia Perkins Coie.

No relatório da companhia contratada estariam mais de 200 nomes de pessoas, entre executivos e motoristas, que teriam de entrar na “faxina”.

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