Intérprete marcou época ao interpretar o Cavaleiro das Trevas na clássica série dos anos 1960. West faleceu após lutar contra a leucemia.

Ele era recordista de interpretações do homem-morcego: 170 vezes. Mas não conseguiu tanto sucesso em outros papeis.

 

Morreu na noite da sexta-feira (9), aos 88 anos, o ator americano Adam West – protagonista da série Batman, que na TV marcou várias gerações. West lutava contra uma leucemia.

O Batman da TV era um super-herói divertido. Meio trapalhão. Quase sempre passado pra trás pelos vilões. Mas, pelo bem da justiça, vencia no final. Claro.

Interpretado pelo ator Adam West como um personagem cômico. Apesar de ter sido exibida em apenas três temporadas, a série filmada a cores, teve muito sucesso na TV americana entre 1966 e 1968. No Brasil, a TV ainda era em preto e branco. Mas também atraiu muitos fãs.

O Batman das revistas em quadrinhos, criado na década de 1930, era bem diferente. Meio sinistro, ele combatia o crime em Gotham City, cidade inspirada na Nova York da época. O herói acabou suplantado por outros e ia ser tirado de circulação quando o sucesso da série na TV ressuscitou o personagem.

Adam West parecia não levar muito a sério o personagem, o que fica evidente nas cenas em que ele faz o milionário Bruce Wayne, que vira Batman quando veste a roupa de morcego. O ator nunca conseguiu sucesso em outro papel. Mas acabou imortalizado como o Batman.

Ao ganhar uma estrela com o nome dele na Calçada da Fama, lembrou que bateu o recorde de ator que representou Batman mais vezes: foram mais de 170.

Espirituoso, disse que o sucesso da série se devia ao humor. “Embora não fosse nada engraçado usar a roupa de Batman 18 horas por dia. Coçava muito”, ele brincou.

Hoje, a série do Batman na TV virou cult. É um retrato bem-humorado do fim dos anos 60.

Após “Batman”, carreira difícil e trabalhos de dublagem

Nascido em Walla Walla, pequena cidade rural de Washington, Adam West começou a carreira nos anos 1950, após completar o serviço militar. Atuou sobretudo em séries de TV da época, como “Colt. 45” (1959), “Maverick” (1959) e “The Detectives” (1961-1962).

O talento para estrelar programas de aventura, faroestes e policiais levou West a trabalhar em filmes como “Robinson Crusoé em Marte” (1964) e “Os Quatro Implacáveis” (1965), em que contracenou com Paul Newman.

Mas o trabalho que levou West a interpretar Batman foi a série de comerciais que fez para a marca Quik, da Nestlé. Nas propagandas, ele vivia o Capitão Quik.

Apesar do enorme sucesso de Batman e da inegável permanência na cultura pop – em 2012, ele recebeu uma estrela no Hall da Fama em Hollywood –, West enfrentou problemas para encontrar novos papéis.

Por longos anos, West circulou entre telefilmes, produções de pouco prestígio para a TV e filmes que passaram longe de grandes bilheterias, como “Zona de Combate” (1974) e “Happy Hooker vai a Hollywood” (1980).

West, eternamente ligado à encarnação mais bem-humorada de Batman, retornou com frequência ao universo de super-heróis para dublar desenhos animados. O ator fez a voz do Homem-Morcego em “The New Adventures of Batman” (1977), “SuperFriends” (1984), “The Super Powers Team” (1985), “The Batman” (2004-2006) e “Os Padrinhos Mágicos” (2003-2008)

O retorno à fama em “Uma Família da Pesada”
Os amargos anos pós-Batman deram trégua quando o ator foi contratado para dublar ele próprio na sitcom de animação “Uma Família da Pesada” (“Family Guy” em inglês), vencedora de seis prêmios Emmy.

Seth MacFarlane, comediante e criador do seriado, escreveu o papel do prefeito Adam West especialmente para o ator de “Batman”.

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