Por Eliésio Marubo*

Olá, retomo a rotina de publicações depois de muito tempo ausente. Espero que me perdoem por tanto tempo desligado de nosso espaço.

Como sempre, trazemos algumas análises da política contrapostas aos interesses dos povos indígenas e  o momento atual deve ter o devido destaque.  Então vamos as considerações.

O governo provisório do Presidente Temer que pretendia ser o marco entre o pior momento da política de atenção aos povos indígenas no governo Dilma, tem deixado a desejar no reordenamento da administração pública, sobretudo nos  direitos indígenas.

Convicto que o PMDB tratasse a questão indígena com o mesmo peso e importância política que os demais setores, pela configuração atual, tende a permanecer entre os piores governos nocivos aos povos indígenas, repetindo a política da presidente afastada Dilma Roussef.

A marca histórica de pior governo até agora é sem dúvida do governo da presidente afastada, que embora lance mão dos movimento sociais para defender seu governo – inclusive pedindo apoio ao movimento indígena – foi o pior e mais nocivo governo na política de atenção aos povos indígenas no Brasil.

Temas de destaque e importância para os povos indígenas, além das urgentes demarcações de terras, como o dramático problema dos parentes Guari-Kaiowá teve seu ápice de etnocentrismo justamente no governo que supostamente tem o aval dos movimento sociais.

A morte de muitas lideranças, bem como a constante ameaça aos Guarani-Kaiowá teve, no governo do PT, aumento significativo, pondo este povo em risco de extinção.

A luta pela terra com a consequente morte de grupos étnicos, como ocorre com os Kaiowás, demonstra à sociedade brasileira que os povos indígenas tem a situação agravada a cada dia por conta de uma política de governo guiada por interesses particulares.

A aproximação da presidente Dilma com os setores que exploram os direitos indígenas demonstra ainda mais que o caminho escolhido pelos movimentos sociais, sobretudo ao movimento indígena, é uma aposta ideológica que pode custar ainda mais vidas em nome de um projeto falido.

O governo provisório de Temer, tende a repetir o mesmo que o governo Dilma. Isso porque o PMDB não possui alinhamento nenhum com as causas sociais e muito menos com as minorias e os povos indígenas.

A prova do reflexo dessa política de governo tem sido demonstrada nos jornais aonde já se noticia que setores importantes da política, como o agronegócio e a ala “evangélica”, já estão articulando a condução da política indigenista indicando pessoas ligadas à esses setores para o comando da FUNAI. Justamente são esses dois movimentos políticos que tem trazido em sua essência, mais prejuízo aos povos indígenas no Brasil atual. Aliás, esse temas será discutido no próximo post.

Diante disso, o movimento indígena brasileiro deve se posicionar e buscar diálogo político com a intenção de garantir um mínimo essencial para as regiões que atravessam os piores momentos e assegurar aos mais necessitados os direitos mais básicos: a vida e a liberdade, assim como tanta anseiam os parentes Kaiowás.

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Eliésio Marubo – Advogado e líder indígena
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