Terceira mulher a ser empossada no Tribunal Regional Eleitoral, Maria do Perpétuo Socorro Guedes Moura iniciou sua carreira jurídica no serviço público em 1987, quando se tornou promotora de Justiça, no município de Anori. Assumiu ainda a 39ª Promotoria de Justiça e 2003 se tornou a primeira mulher a ser eleita Procuradora Geral de Justiça no Estado. Entrou no Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) em dezembro de 2005, pelo quinto constitucional assegurado ao Ministério Público.

Guedes também passou pelo crivo do Ministério Público e ficou com o segundo lugar, com 12 votos, na lista tríplice votada pelo pleno do TJAM. Ao final, Socorro foi indicada para compor o tribunal. A desembargadora ocupou, nos últimos dois anos, o cargo de corregedora e vice-presidente do TRE-AM. 

No discurso, a desembargadora afirmou que “no Estado não há outra Justiça que esteja tão perto da democracia popular como a Justiça Eleitoral”. A presidente fez questão de frisar também que vai buscar o aumento do quadro de servidores do tribunal, atualmente defasado, o que atravanca os serviços e acumula algumas demandas. “Reafirmo meu compromisso de presidir este tribunal com total comprometimento em vencer todas as metas e fortalecer nossos objetivos. Tenho a exata noção da importância de estar à frente de um processo eleitoral e a humildade de perceber que serei apenas uma peça da Justiça para zelar pela democracia”, declarou. A nova presidente do TRE-AM disse ainda não temer a pressão do processo eleitoral que se aproxima.

Antes da cerimônia de posse no auditório do Ministério Público Estadual, Socorro Guedes deu uma entrevista coletiva a imprensa onde destacou a meta de instalar até 2016 o voto biométrico em Manaus.

socorro guedes pascarelli

Qual  será a palavra de ordem da sua gestão?

SG – A palavra de ordem será sempre trabalho, determinação, compromisso com a população para que o voto popular seja respeitado. Eu digo sempre aqueles que me assessoram que não temam esse momento porque estamos preparados pra ele.  Não estarei sozinha, tem todo um grupo de servidores, de magistrados, Ministério Público, comprometidos para fazer uma eleição excelente.

Quais os desafios?

SG – Os desafios nós estamos trabalhando porque a gestão anterior do Desembargador Pascarelli sempre foi de muita parceria, muito harmônica então nao houve nenhuma dificuldade em assumir a direção.

Como deve ser marcada a sua gestão que inicia em um ano de eleição?

SG – A nossa prioridade é preparar as eleições da maneira mais absoluta possível com transparência, responsabilidade e concomitante a isso estaremos trabalhando com um grupo grande do TRE para a biometria na capital do Estado porque eu entendo que o Amazonas com 52% do seu eleitorado em Manaus merece ter biometria já nas eleições de 2016, então tão logo passe as eleições de 2014 estaremos trabalhando a biometria para a capital.

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Como pretende coibir a propaganda antecipada?

SG – Nós temos os juízes da propaganda, o Ministério Público Eleitoral está atento e  pedimos também o apoio da população qualquer ato que presencie fotografe, entre em contato com a Ouvidoria do TRE para que possamos imediatamente tomar as providências.

O Amazonas tem uma característica de dificuldade de acessos, como trabalhar com essa questão?

SG – Esse trabalho com as distâncias nós já estamos realizando que é justamente com o magistrado de uma vara eleitoral indica as localidades de difícil acesso, aquelas que tem números de eleitores suficientes ele pede para instalar uma seção eleitoral, assim o eleitor não precisam se deslocar até a sede do município. Essas providências já estão sendo feitas. O que queremos é dar toda a facilidade para que o eleitor vá as urnas.

Esse ano, haverá eleição para governo. Como pretende trabalhar para que não seja utllizada a máquina do governo?

SG – Eu entendo que antes de tudo, nós gestores temos que ter responsabilidade. A experiência do governador não é de agora ele já vem de outra administração, faremos inúmeras reuniões de esclarecimentos, não só com o  governador, mas com todos os candidatos, dizendo o que o TRE espera da postura deles e sei que eles farão a parte deles. Estou confiante nisso.

Haverá parceria com o MPE?

SG – O Ministério Público sempre foi um parceiro. O TRE não poderia fazer seu trabalho sem a participação do Ministerio Público efetivo. Eu sou oriunda do Ministério Público, vim do quinto condicional o fato da posse ser aqui também é um motivo de grande alegria porque me traz grandes lembranças de uma forma fraterna então eu não tenho nenhuma dificuldade em ter no Ministério Público esse parceiro para coibirmos qualquer tipo de desvio de conduta de qualquer político.

Acha que vai ser um ano eleitoral mais difícil do que em anos anteriores?

SG – De forma alguma, o desafio é pra mim como para qualquer membro do TRE que estivesse no meu  lugar. O desafio de preparar as eleições no maior Estado da Federação.

 Com informações da Agecom

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