Por Silvio da Costa Bríngel Batista

A astrologia nasceu na Mesopotâmia no período babilônico (atual Iraque, cerca de 3000 a.C), mas também os chineses tinham crenças similares por volta de 2000 a.C. Segundo Aurélio, astrologia significa: “Estudo e conhecimento da influência dos astros … no destino e no comportamento dos homens”. Quando a cultura babilônica foi absorvida pelos gregos, por volta de 500 a.C., a astrologia gradualmente se espalhou pelo Ocidente.

Os pagãos da antiguidade adoravam os astros, e os que se dedicavam à astrologia criam que os astros serviam de direcionamento para predizer negócios e destinos humanos. Existe ainda hoje, na escrita usada na Mesopotâmia (cuneiforme), um horóscopo datado de 410 anos antes de Cristo.

O astrônomo Claudius Ptolomeu (85-165 d.C.) acreditava que a configuração planetária no momento do nascimento das pessoas afetava sua personalidade e seu futuro. Esta forma de astrologia, conhecida como astrologia natal, foi divulgada através do seu trabalho Tetrabiblos, que permanece como a base da astrologia ainda hoje.

Muitos dizem que a astrologia tem aspecto “científico”. Puro engano! Aproximadamente, 192 cientistas de diferentes países, publicaram o seguinte: “Nós, abaixo assinados – astrônomos, astrofísicos e cientistas em outros campos – desejamos advertir o público contra a aceitação, sem exame das predições e conselhos dados por astrólogos, em particular e publicamente. Os que desejam crer na astrologia devem compreender que não há base científica para os seus ensinos.” Vibrant Life, Set/Out. 86, pág 25.

A astrologia, ao contrário da Astronomia, não incorpora as teorias científicas e assume que a terra está no centro do Universo, rodeada pelo Zodíaco, mas a definição dos signos ignora a precessão do eixo de rotação da terra. Por fim, a teoria gravitacional de Newton e Einstein, bem como a teoria eletromagnética de Maxwell, comprovam que o efeito dos astros nas pessoas é totalmente desprezível, ou seja, é muito menor do que o efeito dos outros corpos na própria terra.

A Bíblia diz que somente Deus conhece o futuro! Ele, através do Profeta Isaías afirma: “Eu sou Deus e não há outro semelhante a mim. Eu anúncio o que há de acontecer, e desde a antiguidade as coisas que ainda não sucederam. O meu conselho permanecerá de pé e farei toda a minha vontade.” (Is 46:9 e 10). Não tenhamos dúvida: o “destino” depende do nosso relacionamento com Deus e não da astrologia. O próprio Deus revelou a queda da Babilônia: “Levantem-se agora os que dissecam os céus e fitam os astros, os que em cada lua nova te predizem o que há de vir sobre ti. Eis que serão como restolho, o fogo os queimará; não poderão livrar-se do poder das chamas” (Is 47:13-14). Também Jeremias profetizou: “Assim diz o Senhor: Não aprendais o caminho dos gentios, nem vos espanteis com os sinais dos céus; porque com eles os gentios (pagãos) se atemorizam, porque os costumes dos povos são vaidades.” (Jr 10: 2, 3)

Deus também advertiu Israel: “Entre ti se não achará … , nem adivinhador, nem prognosticador, nem agoureiro, nem feiticeiro, nem encantador de encantamentos, nem quem consulte um espírito adivinhante, …. , nem quem consulte os mortos, pois todo aquele que faz tal coisa é abominação ao Senhor;” (Dt 18:10-14). Ele disse ainda mais: “Eu sou o Senhor, que faço todas as coisas, que sozinho estendi os céus e sozinho espraiei a terra; que desfaço os sinais dos profetizadores de mentiras e enlouqueço os adivinhos; …” (Is 44:24b-5); “E os videntes se envergonharão, e os adivinhadores se confundirão, sim, todos eles cobrirão os seus lábios, porque não haverá resposta de Deus.” (Malaquias 3:7)

A “luz dos astros” tem trazido dúvida e divisão entre os próprios astrólogos, traz ainda incerteza e frustração para as pessoas que andam sem direção, mas JESUS, o Criador do Universo é a verdadeira Luz do mundo e declara que aqueles que O seguirem não mais andarão em trevas; mas terão a Luz da Vida (Jo 8:12). Aos que estão buscando direção para suas vidas, Jesus convida: “Vinde a mim todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei… e achareis descanso para a vossa alma” (Mt 11.28-30). Nossas vidas estão nas mãos de Deus. O profeta Daniel declarou ao rei Belsazar: “… Deus, em cuja mão está a tua vida, e todos os teus caminhos…” (Dn 5.23). Diante de nós está a escolha a ser feita: saber o que dizem os astros a meu respeito, ou saber qual a vontade de Deus para a nossa vida. Convém recordarmos as palavras do apóstolo Paulo na sua Carta aos Romanos: “E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus” (Rm 12:2). Amém!

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