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Nicácio da Silva*

“O que seja dano à honra, a moral e aos bons costumes de terceiros e da sociedade?” Claudio Willer – poeta e crítico

Durante duas semanas mantive-me em silêncio e nada escrevi sobre os fatos acontecidos em nosso planeta. Em uma simples análise, percebi que as notícias que circularam no mesmo período falavam a respeito da renúncia e eleição papal. Muitos foram os comentários e especulações acerca do futuro da Igreja Católica e seu dirigente maior. No cenário político brasileiro os noticiários abordaram sobre a eleição do presidente da Comissão de Direitos Humanos e Cidadania da Câmara dos Deputados.

Em ambos os assuntos, rege a batuta da discriminação social, pedofilia e a violência moral. No Vaticano, (quarta-feira – 13) um fato inédito para história da Igreja, quando sagrou o primeiro jesuíta e também latino-americano papa. Com a eleição de Bergoglio sinaliza que a Igreja Católica fez a opção de ficar mais perto do povo. Há controvérsia em relação à situação do novo papa, pesam contra ele, na Argentina, denúncias de que colaborou no sequestro de dois jesuítas e de bebês durante a ditadura militar.
Muita confusão e bate-boca em plenário marcaram a primeira sessão da Comissão de Direitos Humanos e Cidadania após a eleição do presidente do colegiado, deputado e pastor Marco Feliciano (PSC-SP), realizada na tarde desta quarta-feira (13). Ao final da sessão, o pastor saiu cercado de seguranças da Casa e deputados aliados tentando escapar dos manifestantes que gritavam palavras de ordem pedindo a sua saída da presidência, por ter opiniões radicais contra negros e homossexuais.
Fora as desavenças e discórdias comuns dos que comungam ou não com o papa Francisco e com o pastor Feliciano, seguimos acreditando que as ações do passado não devam nortear as do futuro. O Vaticano deva em sua nova fase, retomar o dom evangelizador, reexaminar qual o verdadeiro papel da igreja, e para tanto fazer a reforma na cúria romana.
São dois papas, Bento, aposentado e teólogo influente, Francisco, o evangelizador carismático, que terá a missão de restaurar a credibilidade e evitar escândalos, combater com rigor a pedofilia entre os religiosos e estancar e recuperar as fugas de fiéis para os evangélicos e para islamismos.
Tais episódios dão a impressão de vivermos em um mundo às avessas. Onde a prática do bem coletivo é trocado pelo mal pessoal. No Brasil, os fatos são mais explícitos, principalmente no âmbito dos poderes constituídos, que vez e outra patrocinam verdadeiras pérolas antidemocráticas.
É ser digno de admiração à censura oficializada pelo governo petista, que em épocas passadas condenava tais práticas, e hoje se utiliza do mesmo expediente para determinar quais conteúdos em obras literárias podem ou não serem subvencionadas pelo governo, (leia-se o edital da Funarte e Biblioteca Nacional de junho 2012). Em meu simples entendimento, mesmo não acarretando proibição de circulação não deixa de ser uma censura prévia. Confira.

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