adeus-papa-bento-xvi

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Nicácio da Silva*

“A Igreja necessita de santos. Todos somos chamados à santidade, e só os santos podem renovar a humanidade”. Papa Bento XVI

De todo modo, temos que pensar as consequências práticas desse debate, que é antiga, acerca da natureza criminal dos padres, pastores e outros religiosos, mundo afora. Talvez tenha sido forçada a renuncia do Papa Bento XVI, por uma ala de cardeais dominadores e retrógados que não aceitam a reforma na própria igreja.

Esta circunstância faz do Vaticano, que deveria ser um Estado exemplo para o mundo, um barril de pólvora de incertezas e amoral cristã. Para certos críticos, o que tem mudado na casa de São Pedro é a forma obscura de “catecismo obsceno” praticado por Cardeais, Bispos e Padres. Práticas essas que remontam os Bórgias, que em nome do poder Divinal, faziam verdadeiras orgias e crueldades.
Mas nem tudo é lástima ou desgraça, é o momento da igreja repensar e colocar na linha de frente, um colégio de cardeais que possa pensar em levar adiante o processo da reforma, direcionando o catolicismo mais para o pluralismo religioso do que para o conservadorismo pessoal de seus dirigentes.
Não tem quem me convença que a renúncia do Papa não teve contornos políticos internos da igreja. Tudo indica que há um grande conjunto de grupos, movimentos e disputas internas pelo poder. E, além da força dos grupos conservadores e moderados, há os casos de pedofilia. A isso tudo pode estar na raiz do enfraquecimento do poder de Bento XVI, levando-o a desistir de seu pontificado.
Dia 28 de fevereiro do ano cristão de 2013 do século XXI, após 600 anos, ficará nos anais da história, como a data em que o mundo católico teve um capítulo vexatório e que abalou as estrutura milenar da própria existência da igreja, como poder maior de religiosidade.
Com o semblante cansado, porém dócil, Bento XVI deixa o Vaticano admirado por todos e com uma grande certeza, segundo suas palavras de despedida: “procurei fazer o melhor pela humanidade durante os oito anos de pontificado, peço perdão pelas falhas de toda a igreja e pela minha atitude. Como penitência, rezarei durante o meu retiro espiritual, pedindo que o bom Deus abençoe a todos”.
Vários estudiosos afirmam que existe na biblioteca do Vaticano guardada a sete chaves, uma profecia que prevê ser o próximo Papa o último, que marcará a destruição da Igreja católica. Será o sinal do fim dos tempos? Mas o que ficará registrado é que o pontificado de Bento XVI foi marcado por polêmicas com outras religiões, sucessão de escândalos, corrupção e pelo ponto crucial, a renovação da Igreja Católica, que ficou somente em sua intenção.

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