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No dia 14 de junho de 1928 nascia Ernesto “Che” Guevara, um dos heróis da Revolução Cubana, ao lado de Fidel Castro. Che foi um dos líderes revolucionários que mais se destacou no século XX.

Ele esteve em praticamente todos os países da América e viajou pelo mundo pregando o socialismo e condenando ações imperialistas. Ernesto Guevara de la Serna nasceu em Rosário, importante cidade industrial argentina ao noroeste de Buenos Aires, numa família de classe média alta e antiperonista.
Che Guevara foi uma pessoa muito importante. Ernesto tinha dois anos quando sofreu o primeiro ataque de asma. Estudou grande parte do ensino fundamental com sua mãe em casa, onde havia uma biblioteca de cerca de três mil volumes com obras de MAx, Engels e Lenin, com os quais se familiarizou em sua adolescência.
Por volta dos 12 ou 13 anos lia frequentemente. Os ataques de asma sofridos por Ernesto durante a infância foram muito violentos e em vista de o menino não melhorar, os médicos aconselharam uma mudança de ares. Em 1932, quando Ernesto tinha quatro anos, a família mudou-se para a região de Córdoba, no centro da Argentina, que na altura não era ainda a zona industrial que hoje é. Radicaram-se em Altagracía, uma pequena estância de veraneio, não muito longe da cidade de Córdoba. Viviam em uma casa de estilo inglês, uma cottage chamada Villa Nidia. Foi titular do primeiro time de juniores do Velez Sarsfield. Em 1944, os negócios da família de Che vão mal e Ernesto emprega-se como funcionário da Câmara de uma vila nos arredores de Córdoba para ajudar as finanças em casa, sem deixar, contudo, de estudar.
Che parte primeiramente para o Congo, na África, com um grupo de 100 cubanos “internacionalistas”, tendo chegado em abril de 1965. Comandante supremo da operação, atuou com o codinome Tatu (do suaile), e encontrou-se com Kabia. Por seu total desconhecimento da região, dos seus costumes, das suas crenças religiosas, das relações inter-tribais e da psicologia de seus habitantes, o “delírio africano” de Che resultou numa total decepção. Em seguida parte para a Bolívia onde tenta estabelecer uma base guerrilheira para lutar pela unificação dos países da América Latina e de onde pretendia invadir a Argentina. Enfrenta dificuldades com o terreno desconhecido, não recebe o apoio do partido comunista boliviano e não consegue conquistar a confiança dos poucos camponeses que moravam na região que escolheu para suas operações, quase desabitada. Nem Che nem nenhum de seus companheiros falavam a língua indígena local. É cercado e capturado em 8 de outubro  de 1967 e executado no dia seguinte pelo soldado boliviano Mário Terán, a mando do Coronel Zenteno Anaya, na aldeia de La Higuer.
Os boatos que cercaram a execução de Che Guevara levantaram dúvidas sobre a identidade real do guerrilheiro, que se utilizou de uma miriade de documentos falsos, de vários países, para entrar e viver na Bolívia. A confusão estabelecida em torno do caso culminou no desaparecimento do seu corpo, que só foi encontrado trinta anos depois. Em 1997 seus restos mortais foram encontrados por pesquisadores numa vala comum, junto a outras ossadas, na cidade de  Vallegrande, a cerca de 50 km de onde ocorreu a sua execução. Sua ossada estava sem as mãos, que foram amputadas (para servir como troféu) logo após a sua morte. Seus restos mortais foram transferidos para Cuba, onde em  17 de outubro deste mesmo ano são enterrados com honras de Chefe de Estado, na presença de membros da sua família e do líder cubano e antigo companheiro de revolução Fidel Castro.

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